PMA encerra ''Operação Dia do Trabalhador'' e divulga balanço geral

Nesta operação, a Polícia Militar Ambiental autuou seis infratores em R$ 25 mil, apreendeu 46 quilos de pescado e 59 redes de pesca, medindo 5 mil metros

Da Redação


A PMA (Polícia Militar Ambiental) encerrou nesta segunda-feira (4), a "Operação Dia do Trabalhador", deflagrada no último dia 29, que contou com efetivo de 280 homens. A última operação havia ocorrido em 2018, visto que no ano passado o dia 1º de maio ocorreu sem que houvesse feriado prolongado.

Apesar de estar encontrando o número menor de pescadores nas operações, provavelmente, em razão da quarentena, em feriados prolongados, a quantidade de pescadores normalmente aumenta significativamente em relação aos fins de semana comuns, tanto de turistas de fora e também do Estado nos rios e a fiscalização precisa estar presente no intuito de se prevenir a pesca predatória, especialmente, onde estiverem concentrados os principais cardumes.

A presença de fiscalização intensiva tem sido importante, não só para dissuadir pessoas de praticarem pesca predatória, mas também de armarem petrechos ilegais, bem como a sua retirada dos rios. O foco nesta operação Dia do Trabalhador foi a navegação lenta com cuidados para se efetuar a retirada de redes de pesca, bem como anzóis de galho, boias fixas e móveis, armadilhas, espinhéis (cordas com até 100 anzóis, que são armadas) e outros petrechos que são proibidos, devido ao alto poder de depredação de cardumes, mesmo sendo difícil a identificação os autores.

A dificuldade de se deter os autores que cometem este tipo de crime é porque tais petrechos são armados em curto espaço de tempo, na maior parte das vezes à noite, e os pescadores não permanecem no rio durante a pesca, fazendo somente a retirada dos peixes dos petrechos armados, também em tempo bastante curto. Durante a retirada, diversos peixes vivos presos aos petrechos predatórios são devolvidos aos rios e ainda, o material não fica mais exposto degradando os cardumes. Muitas vezes, peixes são encontrados putrefados, quando os pescadores não vêm retirá-los, ou por medo de serem presos, por esquecimento, ou outra causa.

Como ocorre em todas as operações, os Comandantes das 26 subunidades da Polícia Militar Ambiental intensificaram a fiscalização em suas respectivas áreas, utilizando, inclusive, o efetivo administrativo. Apesar de o foco ser a fiscalização à pesca, principalmente com retirada de petrechos ilegais, como em outras operações, outros tipos de crimes e infrações ambientais foram fiscalizados, tais como: o desmatamento ilegal, exploração ilegal de madeira, incêndios, às carvoarias ilegais e ao transporte de carvão e de outros produtos florestais e outros crimes contra a flora, caça e outros crimes contra a fauna, bem como transporte de produtos perigosos e atividades potencialmente poluidoras.

Crimes de outra natureza também foram coibidos nas barreiras e fiscalizações ambientais da PMA, como têm sido realizados nos trabalhos rotineiros, quando se tem apreendido drogas, armas, contrabando, veículos furtados e roubados e outros.

Nesta operação, a Polícia Militar Ambiental autuou seis infratores em R$ 25 mil, apreendeu 46 quilos de pescado e 59 redes de pesca, medindo 5.000 metros.

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